sábado, fevereiro 18, 2006

Princípio da dúvida

"Duvide de tudo, até de si mesmo."
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A cada página que leio do livro O Futuro da Humanidade, fico mais impressionada.
Uma lição a cada história, muito bom, recomendo a todos que querem abrir a mente, dar mais liberdade às idéias e ter mais criatividade.
Duvide de tudo, até da verdade, seguindo o princípio básico de René Descartes.
A dúvida é o marco inicial para a pesquisa e o desenvolvimento.
Segue um texto bem filosófico, bem difiícil de compreender (pelo menos da minha parte).
Apreciem a leitura.
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Penso, logo existo

Com essa máxima, o francês René Descartes inaugurou uma maneira de refletir sobre um marcado pelas incertezas diante do novo
- Na história da filosofia, Descartes e o cógito são indissociáveis. Mas o que vem a ser o "cógito", esta palavra estranha?Ela evoca um argumento e, sobretudo, a sua famosa conclusão:"penso, logo existo". Cógito, aliás, é a forma aportuguesada de cogito, primeira pessoa do singular do verbo latino cogitare, isto é, pensar. O pensamento, a existência, a primeira pessoa do singular (o eu). Eis os elementos que, ao serem reunidos, dão forma ao cógito.
- A verdade sempre foi o grande tema do francês Renee Descartes (1596-1650), presente em indagações como: o que é verdadeiro? O que faz de uma verdade uma verdade? Como saber que cheguei a uma verdade? Em sua época, estas eram questões particularmente importantes. O mundo em que viveu estava repleto de incertezas. As mais antigas crenças pareciam estar com os dias contados. A descoberta da América, a afirmação do sol como centro do universo, a reforma prostestante tinham revolucionado a feição do mundo. O saber escolástico (pensamento cristão da Idade Média) ainda dominava as universidades, mas dia a dia se via questionado pela nova ciência surgida de trabalhos tão inovadores quanto os de Galileu. Descartes dedicou boa parte de sua juventude a estudos de física e matemática e não demorou a observar a necessidade de promover uma ampla reforma de todo o edifício do saber humano.
- A reforma cartesiana, como Descartes a apresenta em suas principais obras, engloba dois momentos: a demolição do saber caduco de sua época e sua reconstrução sobre bases seguras. O cogito situa-se no meio das duas etapas. É um “fundamento”, tal como falamos das fundações de um edifício.

Princípio da dúvida
- Num tempo em que as mais sólidas crenças vão se desmanchando, a incerteza predomina: um dos traços do início da modernidade é o reaparecimento da antiga dúvida cética. É de seus argumentos que Descartes se arma para realizar a primeira etapa, destrutiva, de sua empresa. No Discurso do Método ele explica: como eu me preocupava apenas com a pesquisa da verdade, “pensei que era necessário (...) rejeitar como absolutamente falso tudo aquilo em que pudesse imaginar a menor dúvida”.
- Opa! Não é estranho alguém que busca a verdade começar pela dúvida? Nem tanto. “Tudo que sei é que nada sei”, dizia Sócrates e foi por isso considerado o maior sábio entre os gregos. Para a filosofia, a descoberta da própria ignorância sempre significou o primeiro passo rumo à sabedoria e à verdade. Descartes não perde oportunidade de frisar que, se ele começa como cético, não quer parar por aí, mas chegar à verdade. Nesse sentido, a dúvida cartesiana é uma dúvida metódica. Menos um duvidar pelo duvidar que um duvidar que leva à primeira verdade.
- Metodicamente, Descartes apresenta argumentos que lhe permitem duvidar de tudo. Dos sentidos, da existência das coisas que o cercam, da matemática, das ciências. Ele duvida até do fato de possuir um corpo. Não poderia acontecer de que tudo o que pensamos existir só efeito de um sonho? Como tudo que é duvidoso pode ser considerado falso (a verdade não admite dúvidas), Descartes atinge um ponto em que confessa nada mais saber.
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Boa noite, meus caros, estou aqui mais uma vez para apresentar-lhes apenas um pouco da filosofia, desse mundo amplo e maravilhoso que se abre para mim e para todos nós. Como o texto é longo, a segunda parte dele colocarei aqui amanhã.
Complicado e difícil de entender, assim é a filosofia, mas uma ferramenta poderosa, se a usarmos a nosso favor. Expandir o campo das idéias, não se prender a coisas pequenas e supérfluas, mas querer crescer como ser humano, incessantemente.
Um grande abraço,
Just it!

1 Comments:

Blogger Olegario da Costa said...

Interessante. Eu não conhecia Descartes profundamente. E agora pude ter uma idéia um pouco melhor de sua obra.
A Arte da Dúvida...fascinante, não? Não confiar em nada, questionar tudo. Uma ferramenta devastadora. Mas, como recurso muito poderoso que é, deve ser usado com extrema inteligência, qualidade que não lhe falta.
E a Verdade? O que é a Verdade? Essa seria uma boa pergunta para se lançar, não é?

12:51 AM  

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