Filosofia
“A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realiza-lo é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram.
No fundo, o leitor é o autor da sua história...”
Este trecho é da primeira página do livro “O Futuro da Humanidade- A Saga de Marco Pólo” de Augusto Cury. Um livro muito interessante, que nos faz viajar dentro de nós mesmos.
Há algum tempo vinha sentindo uma inquietação no coração e no espírito, apenas acalmada ontem, numa livraria. Sim, para mim, ler foi o melhor remédio. Comecei então lendo “A Cura de Schopenhauer” um livro fascinante, da mesma categoria que o primeiro citado. Ambos percorrem o mundo da filosofia, mostrando o quão pequeno é o nosso mundo, cheio de preocupações e problemas fúteis, comparado à sabedoria presente nas coisas simples do cotidiano, às quais nunca demos importância.
Para mim, ler é o bálsamo para o espírito. Não há nada melhor. E assim, absorvendo a cultura e sabedoria presente neles, percebi que meu mundo era muito pequeno, muito fútil, que eu estava me importando com coisas sem importância. Como, por exemplo, passar no vestibular de Medicina, ou me importar com a opinião dos outros. Futilidades. Para minha vida ter sentido, não preciso procurar em outras pessoas uma razão para viver ou a felicidade, pois a chave de todo mistério está dentro de mim. Assim, muitas vezes, nossas frustrações com as pessoas, quando estas não são o que esperávamos, nos decepcionam, essas frustrações não são causadas por elas, mas por nós mesmos, que não temos a capacidade de perceber a complexidade do que gira a nossa volta. Não devemos procurar muda-las ou blasfemar contra elas, devemos primeiramente, viajar dentro de nós mesmos, porque se procuramos ser compreendidos, temos que tentar nos compreender primeiro.
Talvez meus pensamentos ainda estejam um pouco confusos, sem uma ordem correta. Mas prosseguirei.
Entendi mais a fundo o que já tinha percebido há algum tempo. Que as pessoas vivem de interesses. Interesse por dinheiro, por saúde, por status, por carinho, por compreensão, por um ombro amigo, por amor. A maior parte da sociedade ainda procura a resposta para todos os problemas (como se isso fosse possível) fora delas, em psiquiatras, livros de auto-ajuda, em amigos, parentes, maridos, etc. Mas creio que os dois primeiros sejam apenas luzes que tentam nos guiar, pois quem deve caminhar somos nós. Os outros (amigos, parentes) não são capazes de ajudar essas pessoas, porque eles se sentem da mesma forma.
É, acho que encontrei na filosofia algo que eu não tinha encontrado na religião, uma luz, para achar o caminho dentro de mim.
Filosofar é preciso!
Just it!

1 Comments:
Legal, legal mesmo. Uma jornada e tanto, hein? Gostaste do livro do Cury? Ele é bem humano, não?
Já ouvi de um grande amigo uma vez que a sociedade é governada pelos interesses. Não suponho que ele esteja errado. Mas, crer que o ser humano não é capaz de ir além de seus interesses é ser deveras injusto com a natureza humana, isto é, se houver mesmo uma única e definível natureza humana.
Quanto aos amigos, e me refiro àqueles que nos são caros, eu os botaria na frente dos livros de auto-ajuda, você não?
Fico feliz por você estar crescendo, transformando-se, buscando a sua essência e, conseqüentemente, a da Humanidade.
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