domingo, maio 11, 2008

Yeah I got there

Finally, I got there... yeah, i'm now studying Medicine
após bater na trave, entrou e é gooooooollll
:D
hiper ultra mega feliz de ter passado em duas universidades federais de medicina e estar cursando meu sonho.
aindanão caiu a ficha...
mas to feliz
no amor
nos estudos
em tudo!

segunda-feira, dezembro 24, 2007

É Natal

É natal, tempo de festejar, tempo de abraçar e de juntar a família.
Tempo de comemorar o nascimento do Senhor Jesus Cristo, que veio a Terra para nossa salvação.
O cursinho acabou, mas volta em janeiro. Mais um vestibular pela frente, da UFGD.
O amor continua no ar, mais forte do que nunca.
Estou com saúde. Minha família está bem e tivemos dinheiro p/ comprar o peru. Então tudo está perfeito.

Merry Christmas

terça-feira, maio 29, 2007

Hoje, eu abortei.

http://prascabecas.blogspot.com/2005_09_01_prascabecas_archive.html#112792810294079047

“Hoje, aos 16 anos, eu abortei. Foi a pior experiência da minha vida, mas foi necessária. Não tive amparo de ninguém. Meu ficante, com quem tive um relacionamento de 6 meses, disse que não iria assumir a criança. Fiquei desesperada.

Não sabia a quem recorrer. Minha família nunca aceitaria uma mãe solteira, e nem damos conta de pagar as contas de água e luz, imagine mais um na família? Foi por isso que ajuntei os trocos que eu tinha e procurei por uma amiga, uma clínica, clandestina sim, onde fui fazer o aborto.

Ao chegar na “clínica”, notei que a assepsia era inexistente e o cuidado, totalmente precário.

Mesmo assim, com medo, entrei e perguntei quanto era à recepcionista. Ela disse: “R$ 90 reais antecipados, senta aí que o doutor já vai te atender”.

Sentei e esperei. Dez minutos... Vinte minutos... Enquanto isso, eu escutava gritos de dor na sala ao lado. Trinta minutos depois saiu uma garota, com aparência cadavérica, tinha 17 anos, mas aparentava ter 30.

Chegou a minha vez. Entrei na sala, coloquei o avental e deitei na maca. O “médico” começou o procedimento e finalizou pela curetagem. Tudo sem anestesia. A dor foi inimaginável. A culpa, sem proporções.

Passei por tudo isso. Cheguei em casa, com fortes dores no útero, olhei para minha saia, estava vermelha. Desmaiei. Acordei no hospital, com minha família em volta, perguntando o que havia acontecido. Pouco depois descobri que meu útero havia sido retirado, pois havia sido perfurado no momento da curetagem mal-feita e, se não tivesse sido levada às pressas ao hospital, havia morrido devido à hemorragia interna.

Paguei um alto preço pelo aborto clandestino, perdi a chance de ser mãe de novo.

Paguei um alto preço pelo aborto ser considerado crime no Brasil, e eu não ter tido acesso ao tratamento adequado, que é garantido por lei, mas rejeitado pela hipocrisia dos defensores da “vida”.

Essa estória é real, pois é vivenciado todo o ano por mais de 240 mil brasileiras, de todas as idades, que são submetidas a abortos sem o menor cuidado, por pessoas despreparadas. Essas mulheres acabam tendo de ser internadas, por complicações decorrentes do aborto, mencionadas na estória.

Não há como negar que esses abortos acontecem. Sem o amparo da lei, quem sofre são apenas as mulheres pobres, pois as ricas têm a opção de abortar por R$ 800 numa clinica “segura”.

Enquanto a hipocrisia persistir, o aborto continuará sendo não um problema moral, mas um grave problema de saúde pública, pois os abortos mal-feitos tem como conseqüência lotação dos hospitais, onerando ainda mais a sucateada saúde pública.

Por isso, sou a favor da descriminalização do aborto. Não pelo motivo da mulher ter direito sobre o próprio corpo, mas para evitar que abortos mal-feitos continuem sendo a 3ª causa de morte materna no Brasil.

quarta-feira, julho 05, 2006

Férias

Ueba! Férias de novo, desta vez não mais do cursinho, mas da faculdade.
Hoje tive a ultima prova, a mais de lasca, mas acho que da p/ tirar uma média em quimica sim.
Agora, vamos ao ócio! Viajar, I hope so.
Namorar, sim, MUITOOOOOOOOOOOOO
Vinicius
TEAMO

sábado, junho 03, 2006

NOVA VIDA

Há uma semana iniciei uma nova vida, com meu amor Vinicius. Muitos de meus conceitos antes quebrados foram refeitos. Minha noção de vida, aprendi muito com experiências desagradáveis. Conheci pessoas as quais nunca queria ter conhecido. Mas acho que a dor foi necessária, ela fortalece, nos faz menos ingênuos. Aprendi a ser fiel a quem amo e a Deus. Aprendi e me arrependo dos meus erros. Ter me envolvido com uma pessoa foi um deles, infelizmente. Você nunca sabe quando será que vão te passar para traz, né?
JUST IT

domingo, maio 21, 2006

Manifesto contra o corte do Passe do Estudante

Campo Grande, MS - 17 de Maio de 2006.

Venho aqui expressar minha total indignação contra o corte do passe do estudante. Estão querendo tirar um DIREITO que é nosso, dos estudantes. E o que vamos fazer, ficar de braços cruzados??!
Eu, pelo menos, não. Eu vou brigar pelo meu direito, porque se eu não lutar por ele, ninguém irá lutar por mim.
As empresas (business) de ônibus estão querendo que a prefeitura corte 50% do Passe do Estudantes, representando 35 mil alunos sem direito ao benefício em Campo Grande. Isto é uma vergonha. Querem começar pelas universidades. Tudo bem que há playboyzinhos que vão de carro para UFMS, mas muitos alunos dependem do transporte coletivo para chegarem a universidade, e eles não tem como arcar com tamanha despesa.
Eu, por exemplo, preciso pegar 3 ônibus para chegar a UFMS, todos LOTADOS, onde muitas vezes vou apertada contra outros passageiros.
Onde está a imparcialidade e a honestidade deste prefeito, que fica de braços cruzados enquanto nós, estudantes, sofremos por algo de que não somos culpados? Onde estão os vereadores e deputados que elegemos para defenderem nossos direitos? Onde estão todos?
Não fique de braços cruzados. Vamos lutar contra tal injustiça. No dia 19 de Maio de 2006, sexta-feira às 8 horas da manhã, na Concha Acustica da Federal, haverá reunião para irmos à Câmara dos Vereadores para protestarmos contra o CORTE do meu, do seu, do nosso passe do estudante. TODOS os alunos da Federal deveriam ir à Câmara, onde haverá uma assembléia às 9 horas. Quantos mais pessoas reunidas, mais forte será nossa voz!
Contra o Corte do Passe do Estudante, diga NÃO. (Eu sei que parece propaganda política, mas é a forma que eu encontrei para expressar minha indignação)

CORTE DO PASSE DO ESTUDANTE! ISTO É UMA VERGONHA!

sexta-feira, março 17, 2006

Aprendendo a pensar...

(16/03/06)
Ponto de Vista
Stephen Kanitz

Aprendendo a pensar

A maioria das aulas que tive foi expositiva. Um professor, normalmente mal pago e por isso mal-humorado, falava horas a fio, andando para lá e para cá. Parecia mais preocupado em lembrar a ordem exata de suas idéias do que em observar se estávamos entendo o assunto ou não.
Ensinavam as capitais do mundo, o nome dos ossos, dos elementos químicos, como calcular o ângulo de um triângulo e muitas outras informações que nunca usei na vida. Nossa obrigação era anotar o que o professor dizia e na prova final tínhamos que repetir o que havia sido dito.
A prova final de uma escola brasileira perguntava recentemente se o país ao norte do Uzbequistão era o Cazaquistão ou o Tadjiquistão. Perguntava também o número de prótons do ferro. E ai de quem não soubesse todos os afluentes do Amazonas. Aprendi poucas coisas que uso até hoje. Teriam sido mais úteis aulas de culinária, nutrição e primeiros socorros do que latim, trigonometria e teoria dos conjuntos.
Curiosamente não ensinamos nossos jovens a pensar. Gastamos horas e horas ensinando como os outros pensam ou como os outros solucionaram os problemas de sua época, mas não ensinamos nossos fihos a resolver os próprios problemas.
Ensinamos como Keynes, Kaldor e Kalecki, economistas já falecidos, acharam soluções para um mundo sem computador nem internet. De tanto ensinar como os outros pensavam, quando aparece um problema novo no Brasil buscamos respostas antigas criadas no exterior. Nossos economistas implantaram no Brasil uma teoria americana de “inflation targeting”. Como se os americanos fossem os grandes especialistas em inflação, e não nós, com os quarenta anos de experiência que temos. Deu no que está aí.
De tanto estudar o que os intelectuais estrangeiros pensam, não aprendemos a pensar. Pior, não acreditamos nos poucos brasileiros que pensam e pesquisam a realidade brasileira nem os ouvimos. Especialmente se eles ainda estiverem vivos. É sandice acreditar que intelectuais já mortos, que pensaram e resolveram os problemas de sua época, solucionarão problemas de hoje, que nem sequer imaginaram. Raramente ensinamos os nossos filhos a resolver problemas, a não ser algumas questões de matemática, que normalmente devem ser respondidas exatamente da forma e na seqüência que o professor quer.
Matemática, estatística, exposição de idéias e português obviamente são conhecimentos necessários, mas eu classificaria essas matérias como ferramentas para solução de problemas, ferramentas que ajudam a pensar. Ou seja, elas são um meio, não o objetivo do ensino. Considerar que o aluno está formado, simplesmente por ele ter sido capaz de repetir os feitos intelectuais das velhas gerações, é fugir da realidade.
Num mundo em que se fala de “mudanças constantes”, em que “nada será o mesmo”, em que o volume de informações “dobra a cada dezoito meses”, fica óbvio que ensinar fatos e teorias do passado se torna inútil e até contraproducente. No dia em que os alunos se formarem, mais de dois terços do que aprenderam estarão obsoletos. Sempre teremos novos problemas pela frente. Como iremos enfrenta-los depois de formados? Isso ninguém ensina.
Existem dezenas de cursos revolucionários que ensinam a pensar, mas que poucas escolas estão utilizando. São cursos que analisam problemas, incentivam a observação de dados originais e a discussão de alternativas, mas são poucas as escolas ou os professores no Brasil treinados nesse método do estudo de caso.
Talvez por isso o Brasil não resolva seus inúmeros problemas. Talvez por isso estejamos acumulando problema após problemas sem conseguir achar uma solução.
Na próxima vez em que seu professor começar a andar de um lado pro outro, pense no que você está perdendo. Poderia estar aprendendo a pensar.
(Revista Veja – 07 de agosto de 2002)

Olá, caros leitores! Este é um texto que foi dado aos alunos na aula de Introdução à Metodologia Científica, na UFMS. Gosto de ler os textos do Kanitz, muito inteligentes e interessantes, na minha humilde opinião. Hoje foi a primeira aula que fui, achei muito interessante e gostoso, porque o professor não dá as idéias prontas, ele lança as perguntas para os alunos debaterem entre si, então já viu, a muvuca (discussão) está formada!
Na verdade, a maioria das escolas nem quer saber se o aluno “decorou” direito a matéria ou não, elas não estão preocupadas com qualidade, mas com quantidade. Já cansei de ver professores dando nota para colegas de sala, apenas para passarem de ano, sem nem entender um terço do assunto da disciplina. Acho que eu só aprendi a “pensar” mesmo foi no ano passado, ano em que fiz cursinho e tive uma ótima professora de redação, que utilizava a mesma técnica do professor de Metodologia.
Sei que muitos fatos e informações são passados de forma distorcida aos alunos, nem sempre correspondendo a verdade. É por isso que quero rever todos os meus conceitos,(aliás, já estou fazendo isso), discutir sobre as mais variadas idéias e opiniões, para se chegar, de fato, o mais próximo da verdade.

JuSt It!