sexta-feira, março 17, 2006

Aprendendo a pensar...

(16/03/06)
Ponto de Vista
Stephen Kanitz

Aprendendo a pensar

A maioria das aulas que tive foi expositiva. Um professor, normalmente mal pago e por isso mal-humorado, falava horas a fio, andando para lá e para cá. Parecia mais preocupado em lembrar a ordem exata de suas idéias do que em observar se estávamos entendo o assunto ou não.
Ensinavam as capitais do mundo, o nome dos ossos, dos elementos químicos, como calcular o ângulo de um triângulo e muitas outras informações que nunca usei na vida. Nossa obrigação era anotar o que o professor dizia e na prova final tínhamos que repetir o que havia sido dito.
A prova final de uma escola brasileira perguntava recentemente se o país ao norte do Uzbequistão era o Cazaquistão ou o Tadjiquistão. Perguntava também o número de prótons do ferro. E ai de quem não soubesse todos os afluentes do Amazonas. Aprendi poucas coisas que uso até hoje. Teriam sido mais úteis aulas de culinária, nutrição e primeiros socorros do que latim, trigonometria e teoria dos conjuntos.
Curiosamente não ensinamos nossos jovens a pensar. Gastamos horas e horas ensinando como os outros pensam ou como os outros solucionaram os problemas de sua época, mas não ensinamos nossos fihos a resolver os próprios problemas.
Ensinamos como Keynes, Kaldor e Kalecki, economistas já falecidos, acharam soluções para um mundo sem computador nem internet. De tanto ensinar como os outros pensavam, quando aparece um problema novo no Brasil buscamos respostas antigas criadas no exterior. Nossos economistas implantaram no Brasil uma teoria americana de “inflation targeting”. Como se os americanos fossem os grandes especialistas em inflação, e não nós, com os quarenta anos de experiência que temos. Deu no que está aí.
De tanto estudar o que os intelectuais estrangeiros pensam, não aprendemos a pensar. Pior, não acreditamos nos poucos brasileiros que pensam e pesquisam a realidade brasileira nem os ouvimos. Especialmente se eles ainda estiverem vivos. É sandice acreditar que intelectuais já mortos, que pensaram e resolveram os problemas de sua época, solucionarão problemas de hoje, que nem sequer imaginaram. Raramente ensinamos os nossos filhos a resolver problemas, a não ser algumas questões de matemática, que normalmente devem ser respondidas exatamente da forma e na seqüência que o professor quer.
Matemática, estatística, exposição de idéias e português obviamente são conhecimentos necessários, mas eu classificaria essas matérias como ferramentas para solução de problemas, ferramentas que ajudam a pensar. Ou seja, elas são um meio, não o objetivo do ensino. Considerar que o aluno está formado, simplesmente por ele ter sido capaz de repetir os feitos intelectuais das velhas gerações, é fugir da realidade.
Num mundo em que se fala de “mudanças constantes”, em que “nada será o mesmo”, em que o volume de informações “dobra a cada dezoito meses”, fica óbvio que ensinar fatos e teorias do passado se torna inútil e até contraproducente. No dia em que os alunos se formarem, mais de dois terços do que aprenderam estarão obsoletos. Sempre teremos novos problemas pela frente. Como iremos enfrenta-los depois de formados? Isso ninguém ensina.
Existem dezenas de cursos revolucionários que ensinam a pensar, mas que poucas escolas estão utilizando. São cursos que analisam problemas, incentivam a observação de dados originais e a discussão de alternativas, mas são poucas as escolas ou os professores no Brasil treinados nesse método do estudo de caso.
Talvez por isso o Brasil não resolva seus inúmeros problemas. Talvez por isso estejamos acumulando problema após problemas sem conseguir achar uma solução.
Na próxima vez em que seu professor começar a andar de um lado pro outro, pense no que você está perdendo. Poderia estar aprendendo a pensar.
(Revista Veja – 07 de agosto de 2002)

Olá, caros leitores! Este é um texto que foi dado aos alunos na aula de Introdução à Metodologia Científica, na UFMS. Gosto de ler os textos do Kanitz, muito inteligentes e interessantes, na minha humilde opinião. Hoje foi a primeira aula que fui, achei muito interessante e gostoso, porque o professor não dá as idéias prontas, ele lança as perguntas para os alunos debaterem entre si, então já viu, a muvuca (discussão) está formada!
Na verdade, a maioria das escolas nem quer saber se o aluno “decorou” direito a matéria ou não, elas não estão preocupadas com qualidade, mas com quantidade. Já cansei de ver professores dando nota para colegas de sala, apenas para passarem de ano, sem nem entender um terço do assunto da disciplina. Acho que eu só aprendi a “pensar” mesmo foi no ano passado, ano em que fiz cursinho e tive uma ótima professora de redação, que utilizava a mesma técnica do professor de Metodologia.
Sei que muitos fatos e informações são passados de forma distorcida aos alunos, nem sempre correspondendo a verdade. É por isso que quero rever todos os meus conceitos,(aliás, já estou fazendo isso), discutir sobre as mais variadas idéias e opiniões, para se chegar, de fato, o mais próximo da verdade.

JuSt It!

domingo, março 12, 2006

Borboletas...

Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas correndo
desesperadamente atrás de um amor, de um emprego, de uma casa, de uma
amizade....e não conseguimos!
Será que não conseguimos mesmo ou não percebemos os sinais que
recebemos... de que ainda não estamos prontos!
Preste atenção nessa mensagem sobre borboletas.. ela vai te ensinar
muito.

"Não corra atrás de borboletas.
Cuide de seu jardim e elas virão até você!
Devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que ele é perfeito.
Tudo acontece no seu devido tempo.
Nós é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo
"empurrar o rio".
Calma! O rio vai sozinho, obedecendo o ritmo da natureza...
Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque
elas não se aproximam da gente, mas vivem no jardim do nosso vizinho,
elas realmente não virão.
Mas, se nos dedicarmos a cuidar do nosso jardim, a transformar o nosso
espaço, a nossa vida, num ambiente agradável, perfumado e bonito, será
inevitável....
As borboletas virão até nós....
Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá....!
Carpe Diem!

JuSt It!

Liberdade

“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.” (Cecília Meireles)

Liberdade, uma palavra tão forte e ressonante. Todos conhecem seu significado, mas dessa palavra surgem muitas interpretações.
Liberdade de expressão, de pensamento, de sair e voltar a hora que quiser, de namorar quem quiser, liberdade de ir e vir, enfim, inúmeras liberdades.
Estou tocando nesse assunto porque muito me revolta a minha falta de liberdade de ir e vir. Você deve estar se perguntando, como assim?
Eu explico: ainda tenho 18 anos, tenho pais super hiper mega proterores que raramente deixam eu sair e controlam (ao menos tentam) quem eu devo ou não namorar. Às vezes acho que sou boazinha demais, não enfretando a situação de frente, nÃO brigando... mas isso eu já tentei e não deu muito resultado. Bom, talvez seja um mecanismo de proteção deles, querer que nada de mal aconteça comigo... Mas se assim for, como irei aprender as duras lições da vida? É um ciclo natural na vida de cada pessoa.
Liberdade, de ir e vir. Será que é certo privar uma pessoa de sua liberdade, porque ela cometeu um crime? O certo não seria reeducar socialmente este "criminoso" de forma a poder reinseri-lo na sociedade sem dano a nenhuma das partes? Sim, o sistema carcerário brasileiro está decadente e falido. Notícias na tv e jornais mostram rebeliões, fugas e revolta dos presos. Acho que é mais perigoso para sociedade prender um criminoso do que deixá-lo solto, porque muitos se tornam mais perigosos ainda quando vão para uma penitenciária, onde tem contato com inúmeros outros, aprendendo assim na escola do crime.
Liberdade, de expressão. Ano passado, uma manifestação pacífica de estudantes e outras pessoas em Florianópolis terminou em pancadaria. A polícia covardemente espancou e prendeu inúmeras pessoas, apenas porque estas estavam exercendo seu "direito" de liberdade de expressar sua indignação diante ao aumento (mais uma vez) da tarifa de ônibus.
Liberdade, onde estará?

JuSt It!

sábado, março 11, 2006

O Tempo

“Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente se encontra.” (Mário Lago)

O tempo, o vilão da humanidade. Todos lutam contra ele, blasfemam contra ele, o invejam, porque este é eterno, e nossa vida, tão efêmera. Muitos dizem que não se pode fugir dele, outros dizem que você tem que aproveita-lo da melhor maneira possível, eu prefiro ficar com este último preceito.
A vida humana é basicamente dividida em 5 etapas: nascimento, infância, adolescência, fase adulta e morte. Mas, a partir do primeiro suspiro, a morte se faz companheira, rondando o ser humano, e chega sem avisar em qualquer uma das etapas após o nascimento.
Sendo assim, a maior ambição do ser humano é achar um meio de enganar o tempo, tentando através da Medicina, viver mais tempo e afastar a morte, a qualquer custo. Isto me lembra de um filme que assisti recentemente, chamado A ILHA, onde seres humanos são clonados, para que possam usar os órgãos de seus clones, e assim, burlar a morte. Mas a questão é, os clones também são seres humanos. É certo tirar a vida de uma pessoa para que outra possa viver? Neste filme, a ganância pelo dinheiro chega a tal patamar que compara uma vida humana ao dinheiro, sendo este último de mais valor. Até onde a raça humana chegará para conseguir a vida “eterna” na Terra? Sim, a ciência avança a cada dia, mas em caminho contrário vem o caráter e a honestidade humana, que parecem regredir a cada ano.
Mas, se um dia o ser humano conseguisse viver eternamente, chegaria a um ponto em que não haveria mais espaço na Terra e nem mais comida para sustentar tamanha população. E pensando no espaço é que o homem busca novas formas de ganhar o universo, este misterioso lugar em que moramos, contendo bilhões de outras galáxias iguais a nossa... Acho que não estamos sozinhos no universo... :D
Bom, deixo para cada um pensar sobre a brevidade da vida humana e a melhor maneira de aproveita-la, buscando sempre, ser feliz. Mas que essa felicidade não seja conquistada a qualquer custo, pois "o fim não justifica os meios".

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” (Chico Xavier)

JuSt iT!

quinta-feira, março 09, 2006

Sonhos

"Sem sonhos, as perdas se tornam insuportáveis, as pedras do caminho se tornam montanhas, os fracassos se transformam em golpes fatais. MaS, se você t5iver grandes sonhos... seus erros produzirão crescimento, seus desafios produzirão oportunidades, seus medos produzirão coragem..."
"Um dia uma criança perguntou a um pensador: Que tamanho tem o universo? Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: O Universo tem o tamanho do seu mundo. Perturbada,ela novamente indagou: Que tamanho tem o meu mundo? O Pensador respondeu: Tem o tamanho de seus sonhos."
"Desejos não resistem às dificuldades da vida, sonhos são projetos de vida, sobrevivem ao caos."

Esses trechos inspiradores e muitos outros fazem parte do livro "Nunca desista de seus sonhos" de |Augusto Cury, mesmo autor de "O Futuro da Humanidade - A Saga de Marco Polo". Um livro maravilhoso e que nos faz repensar sobre o modo de vida que levamos....
Se tens um sonho, não desista dele, e sim insista, sempre.

Sem muito tempo para escrever (Cyber café), mas marcando presença. Tempo... o maior vilão de todos os tempos....
Just it!